Comunicação - Opinião

1º de Maio – Dia de luta contra as terceirizações e o ajuste fiscal

Comunicação - Mandato Toninho Vespoli | 30/04/2015 - 17:12
Dia do trabalhador será marcado por lutas contra ataques aos direitos dos trabalhadores vindos dos governos estaduais e federal.

Este primeiro de maio é o mais importante dos últimos anos. Há tempos não se via tantos ataques seguidos aos direitos dos trabalhadores. Do começo de 2015 para cá, temos o Congresso Nacional mais conservador desde o golpe de 1964 tentando aprovar a qualquer custo o PL 4330, que regulamenta as terceirizações. O texto que já foi aprovado na Câmara dos Deputados e foi enviado ao Senado permite que inclusive as atividades-fim sejam terceirizadas nas empresas. Terceirização implica em flexibilização de direitos trabalhistas, com funcionários trabalhando cada vez mais para receber salários cada vez menores. Como terceirizados trabalham até três horas a mais, isso significa que menos funcionários precisam ser contratados para manter as atividades, o que aumenta o desemprego. A fiscalização fica mais difícil com a divisão das responsabilidades trabalhistas entre a empresa que contrata e a empresa que fornece a mão-de-obra. Com este cenário, temos o que o professor Ruy Braga, especialista em sociologia do trabalho, classificou como “a maior derrota popular desde 1964”.

De outro lado temos o governo federal buscando aplicar o seu “ajuste fiscal” a qualquer custo, mesmo que isso implique em ataques frontais aos direitos dos trabalhadores. Desde o início do segundo mandato de Dilma Rousseff vemos todas as principais lideranças do governo petista defendendo com unhas e dentes a proposta de cortar gastos com direitos trabalhistas para aumentar o superávit primário em 2015. Em outras palavras, cortar os direitos dos mais pobres para continuar financiando os grandes lucros de banqueiros. As MPs 664 e 665 definem regras mais restritivas para a obtenção de seguro-desemprego, pensões por morte, abono salarial, entre outros benefícios. Isso aliado aos cortes de verba para ministérios, que no caso da Educação, por exemplo, já ultrapassam os R$ 7 bilhões, apresentam de forma clara as escolhas do governo federal. Governar com os ricos, sacrificando direitos sociais dos mais pobres.

Os governos estaduais tucanos também atacam sistematicamente os trabalhadores. Aqui em São Paulo, Geraldo Alckmin continua negando a existência da greve dos professores da rede estadual, que já estão a 50 dias paralisados em dura luta contra a precarização da educação no estado. Mais de três mil salas de aula foram fechadas desde o começo do ano, superlotando as que restaram.

E o caso mais recente, no Paraná, com o massacre de professores promovido pela Polícia Militar do estado do Paraná, comandada pelo governador Beto Richa do PSDB. Mais de 100 trabalhadores feridos em um ataque desmedido contra os protestos mais do que legítimos dos educadores paranaenses contra o ataque à Previdência que o governo tucano pretende implantar no estado. Basicamente Beto Richa queria assaltar os trabalhadores e chamou sua tropa de choque para acobertá-lo junto com seus fiéis escudeiros da Assembleia Legislativa do Paraná.

Frente a ataques vindos de todos os lados, desde dos governadores mais reacionários até do governo que outrora se dizia dos trabalhadores, a solução é união e enfrentamento. União contra as terceirizações, contra o ajuste fiscal e contra a repressão e o cinismo de governadores tucanos. É preciso defender os direitos sociais dos trabalhadores, adquiridos em mais de 70 anos de lutas e mobilizações.

Amanhã, no dia 1º de Maio mais importante dos últimos anos, estaremos na Praça da Sé. Às 9h começa a Missa dos Trabalhadores na Catedral, e logo depois, às 10h30, começa o Ato Público. Centrais sindicais, movimentos sociais e partidos combativos estarão unidos amanhã na Sé em defesa dos trabalhadores.


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