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A luta não acabou, agora é hora da greve geral para revogar o Sampaprev e o fim da nefasta lei salarial de 0,01%

Edcarlos | 05/02/2019 - 13:29

Na segunda-feira (04/02) a greve reuniu mais de 20 mil servidoras e servidores em frente à prefeitura de São Paulo (veja algumas fotos), uma demonstração da união das categorias contra o confisco salarial que ele chama de conquista. Não Bruno Covas, os servidores não pagarão a conta da incoerência de gestões anteriores – algumas delas de seus pares tucanos.

Servidores e servidoras reunidos deram seu recado. Se não revogar a cidade vai parar!

Em março de 2018 a organização e luta das servidoras e servidores públicos municipais garantiu que, momentaneamente, o Sampaprev fosse derrotado. Naquele momento o conjunto dos servidores públicos acreditaram nas palavras do então presidente da Câmara, vereador Milton Leite, de que haveria uma Comissão de Estudos sobre a Reforma da Previdência e, somente após isso, haveria apresentação de uma proposta e votação em plenário.

Milton Leite mentiu e enganou os servidores públicos municipais e para além disso, servindo como capacho de Bruno Covas, Leite deu um golpe no regimento da Câmara e criou uma comissão de estudos fake e “sui generis” que em um mês apresentou um relatório fajuto e um substitutivo pior ainda para que, de forma açodada, a reforma da previdência municipal fosse aprovada.

O professor vereador Toninho Vespoli atuou fortemente ao lado e na defesa dos servidores públicos municipais. Diversas foram as medidas na Câmara e na justiça para que tal projeto não fosse aprovado e nem sequer entrasse na pauta da Câmara.

Entre as muitas ações destacam-se: entrou com um recurso na mesa diretora da Câmara contra a comissão fake; ingressou com um Mandado de Segurança contra a Comissão Fake; Mandado de Segurança contra a Audiência Pública que aconteceu na Câmara; requerimento para anulação da sessão plenária; CPI dos Cargos, para investigar venda de cargos em troca de votos a favor da reforma;

Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) para que o Sampaprev fosse declarado inconstitucional.

Algumas das ações ainda aguardam resposta por parte do poder judiciário.

Agora, porém, a luta é nas ruas.

É preciso ir à luta contra qualquer confisco e contra qualquer redução dos direitos previdenciários dos servidores. É preciso buscar a manutenção dos direitos de remuneração, pelo qual sempre os servidores trabalharam e pagaram. Os trabalhadores não podem aceitar pagar a conta dos desvios, dos ganhos espúrios da dívida pública, das desonerações e inadimplência de grandes empresas, nem as desvinculações de receitas e o descumprimento do orçamento previdenciário, que criam falsos “déficits”, para justificar o calote sobre aposentadorias.

Somente uma paralização dos servidores públicos pode reverter esse cenário cruel e ainda garantir uma revisão da lei salarial que há anos congela os salários. Pressão nas ruas e paralização dos serviços essenciais da cidade para dar um recado claro ao senhor prefeito: Não será aceito esse confisco!

 


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