Educação

Promotor de Justiça afirma que material didático da gestão Doria é péssimo

Comunicação - Mandato Toninho Vespoli | 30/07/2018 - 18:29
Em resposta a uma representação do vereador Toninho Vespoli, o promotor de justiça reconheceu que o material distribuído pela prefeitura é de “péssima qualidade pedagógica”.

O 9º Promotor de Justiça do Patrimônio e Social da Capital, Ricardo Manuel Castro em resposta a representação do vereador Toninho Vespoli sobre o ato de improbidade administrativa no uso de propagandas do PSDB nas apostilas produzidas da Secretaria Municipal de Ensino, teceu diversas críticas ao material didático oferecido pela prefeitura.

Embora não tenha atestado o ilícito denunciado por Toninho Vespoli, o promotor de justiça reconheceu que o material distribuído pela prefeitura para a educação das crianças de São Paulo é de “péssima qualidade pedagógica”.

Em 18 de maio Toninho Vespoli entrou com uma representação no Ministério Público de São Paulo denunciando o uso político-eleitoral nos cadernos de ensino, o que, em tese, caracterizaria improbidade administrativa.  

No inquérito, o promotor que também é educador, afirma que os “Cadernos da Cidade”, como são chamadas as apostilas, não cumprem as finalidades de desenvolver as habilidades de escrita, leitura e fala da língua portuguesa, nem mesmo garante o acesso a uma educação de qualidade e justa.

O inquérito foi enviado ao GEDUC, órgão do Ministério Público que tem por atribuição a defesa do direito à educação, para que o material possa ser analisado. O magistrado declara nos autos que aparentemente a apostila não promove as habilidades pretendidas pelo Plano Curricular Nacional, como o estudo de “pontuação, ortografia, regência nominal e verbal,  concordância verbal e nominal”.

“Não há, no material, incentivo à redação, nem exploração da norma culta da Língua Portuguesa”, escreve o promotor, que diz mais: “Os textos escolhidos para análise dos alunos são rasos e não estimulam a capacidade crítica.”.

Para o promotor, a baixa qualidade do subsídio pedagógico para o Ensino Fundamental na cidade de São Paulo “não oferece aos [alunos] da rede municipal, as ferramentas necessárias para o manejo da norma culta da Língua Portuguesa, inviabilizando, ou no mínimo dificultando, as condições de competitividade em exames nacionais, tais como o ENEM e exames vestibulares.”.

 


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