Comunicação - Opinião

A verdade sobre a “Nova BNCC”

Comunicação - Mandato Toninho Vespoli | 02/08/2018 - 11:17

1. Governo está implementando a nova BNCC de modo autoritário

No dia 2/8, o Ministério da Educação realizou uma convocatória: o “Dia D” da Base  Nacional Comum Curricular do Ensino Médio – BNCC. A ideia é que meio milhão de professores ao redor do país, em escolas públicas e particulares, consultem sobre o documento de mais de 150 páginas. Detalhe: em um único dia!  Ou seja, de forma atropelada, o governo quer aprovar a BNCC sem alterações e com um debate de fachada.

2. BNCC vai promover um apartheid socioeducacional entre quem pode pagar por educação e quem não pode

A implementação da BNCC:

  • Atrelada a Reforma do do Ensino Médio profissionais sem formação para o magistério, com o tal do “notório saber”, promoverá contratações precarizadas. Está aí a Lei de terceirização irrestrita. Ser professor vai ser um bico!?
  • Prevê o currículo flexível: a obrigatoriedade de apenas duas disciplinas (Português e Matemática).  As demais disciplinas serão consideradas “percursos formativos”.
    Vale lembrar que 60% dos municípios brasileiros não têm sequer uma única escola de ensino médio. Se em uma das cidades mais ricas do país, São Paulo, por exemplo, faltam professores/as de Física ou Química na rede pública estima-se que em locais com menos recursos orçamentários os percursos formativos serão impossíveis de serem ofertados.
  • Prevê ensino à distância! A base prevê que 40% da carga horária do Ensino Médio será ofertada à distância. Ou seja,  dois dias de aula presencial por semana a menos.

 3. A BNCC tem patrocinadores. Bancos e instituições privadas de ensino. Por que?

Os apoiadores da base se aglomeraram no chamado “Movimento pela Base”, que tem ligação com organizações do empresariado, e que atuam na educação pública por meio de diversos programas.

  • Fundação Lemann, organização não governamental criada em 2002 pelo empresário Jorge Paulo Lemann, empresário e o homem mais rico do Brasil;
  • Instituto Unibanco
  • Fundação Itaú Social
  • Fundação Roberto Marinho
  • Itaú BBA
  • Instituições como Centro de Estudos, Pesquisas, Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), a Comunidade Educativa Cedac e o Laboratório de Educação, todas financiadas por grandes grupos econômicos, como Itaú Unibanco, Bradesco, Santander, Votorantim e Carioca Engenharia.

4. Conclusão. O governo não quer debater com profissionais da educação, mas quer destruir o ensino médio para que empresários do ramo educacional lucrem ainda mais!

Na realidade, os problemas da educação serão oportunidade de negócios para os patrocinadores da BNCC. Os gigantes do mercado editorial de material educacional apostilado, estilo “Telecurso”, os cursinhos de grandes redes de educação privada, entre outros, vão deitar e rolar!  

Se os agentes do mercado, como os bancos, estão interessados na implementação da base fica evidente a intenção do governo de transformar o ensino público em mercadoria.

Educação não é mercadoria e por isso exigimos a rejeição imediata da BNCC e a Revogação da Reforma do Ensino Médio!  

 


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