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Comunicação - Opinião

FECHAMENTO DE FARMÁCIAS DE POSTOS DE SAÚDE É RETROCESSO

Comunicação - Mandato Toninho Vespoli | 01/02/2017 - 14:23

Diante da falta de medicamentos e materiais em UBSs, as farmácias dos postos de saúde poderão ser fechadas caso seja firmada uma parceria da Prefeitura com grandes redes de drogarias para que a entrega de medicamentos fornecidos pelo SUS passe a ser feita em farmácias privadas. O atual secretário de Saúde Wilson Pollara cita falhas e gastos extras em logística, no armazenamento e distribuição de remédios, como justificativas para a mudança.

Essa solução feita pela transferência da responsabilidade pública ao mercado é muito questionável, visto que está sendo dada sem uma reestruturação do serviço público de saúde e sem maiores detalhes. Há diversos pontos críticos nessa proposta, como a perda de monitoramento dos remédios pelo SUS, o fim da assistência farmacêutica, a demissão de servidores públicos e a dificuldade do acesso aos medicamentos da população periférica, já que são raras as grandes redes de farmácia nos extremos da cidade.

É importante destacar que numa Unidade de Saúde, os serviços farmacêuticos não se restringem somente à “entrega” do medicamento ao usuário, mas à sua orientação e avaliação de seu uso na perspectiva de resultados concretos e da melhoria da qualidade de vida da população. Os técnicos e farmacêuticos também fornecem orientação para os demais profissionais das UBSs.

Nessa terça (31), durante evento sobre o programa Corujão, o secretário de saúde afirmou que o estoque de remédios nas UBSs precisa de investimento de R$ 100 milhões e também citou que há um gasto extra de R$ 50 milhões por ano só para retirar e distribuir os remédios comprados pelo Ministério da Saúde.

Se as cifras numéricas são importantes para justificar a privatização do serviço de farmácias do SUS, fica a pergunta: quanto os cofres públicos pagarão pelos contratos com as drogarias privadas e pelo processo de informatização desse novo sistema?

Também é preciso se atentar quanto às escolhas das empresas. Já na semana passada, Pollara e o prefeito João Doria se reuniram com Antônio Carlos Pipponzi, presidente do conselho gestor da Raia Drogasil, maior rede de drogarias do Brasil em receita e número de lojas.

Somos contrários a qualquer forma de privatização, principalmente nas áreas essenciais, como a saúde. Estaremos atentos!


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