Educação

STF suspende aumento salarial para professores do estado de São Paulo

Peterson Prates | 15/05/2018 - 14:03

O conluio usurpador dos governos municipais, estaduais e federal, juntamente com o poder judiciário, continua destruindo todos os direitos sociais em nosso País. No último dia 10/05, mais uma vez, a educação e os profissionais da área foram brutalmente atacados. O Supremo Tribunal Federal (STF), na figura da Ministra Carmém Lúcifer, decidiu suspender o aumento de professores que havia sido determinado em primeira e segunda instância pela Justiça do Estado de São Paulo.

 

A decisão do STF contraria o ganho de causa em uma ação movida pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (APEOSP), que pedia que toda a categoria recebesse um aumento no valor de 10,15%. A decisão da Ministra se fundamentou na falaciosa ideia de que a manutenção da decisão da Justiça de São Paulo significaria “grave risco de lesão à ordem e à economia públicas”. Vale lembrar que essa não foi a primeira vez em que o STF ataca a educação e os profissionais da área: em 2016, autorizou o desconto de salários de professores paralisados, ferindo o direito de greve previsto na Constituição; em 2017, autorizou que o ensino confessional (religioso) fosse realizado no ensino público, ferindo assim o princípio de laicidade da educação pública, por exemplo.

 

Diante dos elevados salários do Poder Judiciário e dos escândalos envolvendo os altos valores de auxílio-moradia de juízes, a justificativa da Ministra para a decisão de suspender o aumento salarial de professores, no mínimo, trata-se de uma ofensa aos profissionais da educação. É preciso lembrar que a atividade da docência no Estado de São Paulo registra um dos piores salários do país, que durante os governos de Geraldo Alckmin foram brutalmente arrochados. Não podemos nos calar diante de tantos ataques à educação e seus profissionais. Nesse sentido, o mandato popular do Vereador Toninho Vespoli (PSOL), na Câmara Municipal de São Paulo, está na luta junto aos profissionais da educação por melhores salários e melhores condições de trabalho e na defesa de uma educação pública de qualidade para o conjunto da população.

 

 


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