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Dia da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha pode entrar no calendário de SP

Comunicação - Mandato Toninho Vespoli | 09/12/2015 - 17:27
O dia 25 de julho é um marco internacional da luta das mulheres negras contra opressões de gênero, de raça e de classe

O vereador Toninho Vespoli (PSOL) apresentou no começo de dezembro o projeto de lei 697/2015, que propõe a inclusão do Dia da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha no calendário municipal de São Paulo. O dia 25 de julho é conhecido por representar a luta das mulheres negras no continente.

Este dia é comemorado desde 1992, quando foi realizado o I Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-Caribenhas. Fortalecer sua comemoração em São Paulo é dar visibilidade a novas perspectivas feministas que consideram as demandas específicas de mulheres que além da opressão de gênero sofrem com opressões de raça, classe, etnia, orientação sexual, religiosidade, entre tantas outras.

A sociedade latino-americana foi construída sobre as bases do racismo e do patriarcado muito enraizados. Atualmente são as mulheres negras que possuem o menor nível de escolaridade, trabalham mais e têm menores salários, em condições mais precárias e na informalidade. As poucas que conseguem superar estas barreiras do preconceito e discriminação social precisam se empenhar muito mais e abdicar de outras esferas da vida, como lazer, maternidade, relacionamentos. Estas relações históricas precisam ser evidenciadas para que se criem mecanismos para amenizar estas diferenças.

Foi pensando neste cenário que Toninho Vespoli propôs oficializar este dia no calendário de São Paulo. “Há pouquíssimas mulheres negras nas universidades, principalmente as públicas, os principais cargos das grandes empresas são quase sempre ocupados por homens brancos, enquanto nos trabalhos mais precarizados, como os de limpeza, a presença das mulheres negras é majoritária”, analisa o vereador do PSOL. “Reforçar o combate a esta situação, tanto nas grandes discussões, como fiz no Plano Municipal de Educação, por exemplo, como em pequenas atitudes como a oficialização de uma data, não é mais do que obrigação de qualquer parlamentar socialista”, finaliza Vespoli.


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