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Votei não a privatização do serviço funerário

Comunicação - Mandato Toninho Vespoli | 29/08/2019 - 12:34

Mais uma vez, e não é a primeira e nem será a última, a atual gestão encaminhou para a Câmara Municipal um projeto de lei que visa privatizar um serviço público da cidade. Por mais uma vez, e não será a última, me posicionei contra.

Porque disso? Porque esse Vereador do PSOL votou contra e se posiciona dessa forma acerca das privatizações e parcerias público privadas?

A pergunta é complexa, bem como, sua resposta, mas buscarei ser sintético, apesar de um tema tão longo e complexo.

Há uma ideia distorcida, e que foi passada para a população, de que tudo que é privado, é melhor e mais eficiente daquilo que é púbico. Disseminam que o papel do Estado é apenas prover saúde, educação e segurança e os demais temas, devem ser gerenciados pela iniciativa privada, principalmente por meio de Concessões, via Parcerias Público Privada – PPP.

Entretanto, a primeira premissa é inconsequente e incorreta, pois o setor público tem condições, e deve ser melhor e mais eficiente, na maioria dos casos, até mais barato.

Ocorre, que há um interesse de determinados grupos políticos – os tucanos, por exemplo – de sucatearem (deixar ruim) tudo que é público, e assim, justificar que com a privatização, tudo parece será maravilhoso, sendo a única alternativa a ser realizada.

Um excelente exemplo, é o Metrô e a CPTM, há anos sucateado pelo tucanato e seus partidos satélites. Há anos subdesenvolvido, lotado e com valores absurdos.

Nesse sentido, a Linha 4 – Amarela, foi construída com dinheiro público, ou seja, do contribuinte, porém ela foi repassada a iniciativa privada com dispositivos que garantem o lucro da empresa, mesmo que o número de usuários do serviço diminuam.

O Governante não é apenas o responsável por administrar a saúde, a educação e a segurança, deixando todo o resto nas mãos das empresas, tendo com empresários pessoas vinculados a grupos políticos, e consequentemente, terceirizando a prestação de serviços na cidade.

A Administração Covas/Doria, desejou dar um “choque de gestão” na Cidade, mas em resumo, esse tal choque era simplesmente deixar nas mãos de outrem aquilo que era responsabilidade da municipalidade.

Pois bem, há ainda a questão de valores, como fica a situação daqueles que não podem pagar por um serviço público? Acabam por ficar de fora desse atendimento quando o mesmo for privatizado!

O Serviço Funerário acaba de ser concedido (terceirizado), e quem não puder pagar, como fica, está fora? Será sepultado onde, e de que forma?

A Prefeitura abre mão de fiscalizar serviços públicos, notem, por exemplo, as Organizações Sociais – OSs, da Saúde ou Entidades que administram os Centros Escolares – CEIs da cidade.
Boa parte age como máfia e se aproveitam sobre a deficiência de fiscalização da Prefeitura.

Precisamos fortalecer o que é Público, investir no que é Público, aumentar a eficiência e efetividade do que é Público. Deixar preços acessíveis e não cobrar por serviços essenciais. A máquina pública não deve ser usada para enriquecer Empresários e Grupos Políticos.

A Privatização dos Serviços Públicos precisam ser paradas, os tucanos e sua ganança privatista, precisam chegar ao fim URGENTEMENTE.

É hora de nos organizarmos!

A população precisa estar ciente de todo esse processo de privatizações e concessões, e lutar pela melhoria dos Serviços Públicos, e para que continuem Públicos.


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