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O Escândalo Smarttax revela um dos maiores esquemas de corrupção da história recente de São Paulo. Trata-se de um rombo bilionário envolvendo créditos tributários ilegais, propinas milionárias e fortes suspeitas de conivência dentro da gestão do governador Tarcísio de Freitas. Por isso, a denúncia gerou revolta e mobilizou órgãos de fiscalização em todo o estado.


Escândalo Smarttax: patrimônio salta de R$ 411 mil para R$ 2 bilhões

O caso começou após o Ministério Público descobrir que a consultoria Smarttax, de Kimio Mizukane Silva, aumentou seu patrimônio de R$ 411 mil para R$ 2 bilhões em apenas dois anos. Além disso, a investigação apontou que Kimio é mãe de Arthur Gomes da Silva Neto, supervisor da Diretoria de Fiscalização da Secretaria da Fazenda. Dessa forma, o vínculo familiar acendeu ainda mais os alertas sobre possível favorecimento interno.

Esquema de propinas e créditos ilegais

Arthur, servidor público com salário mensal de R$ 25 mil, movimentou mais de R$ 1 bilhão em pouco tempo. Ele cobrava 40% de propina para liberar créditos tributários irregulares, preparando os processos, burlando filas e aprovando pedidos. Consequentemente, bilhões de reais deixaram de ser arrecadados, o que comprometeu investimentos em saúde, educação, transporte e políticas sociais. Em outras palavras, os recursos desviados impactaram diretamente a população.

Escândalo Smarttax: indícios de conivência na alta gestão

Alguns elementos levantam suspeitas de envolvimento do topo da administração:

  • O governo Tarcísio concedeu R$ 85 bilhões em isenções fiscais para grandes empresas — valor maior que todo o orçamento da saúde e educação somados.
  • Um decreto assinado por Tarcísio facilitava a concessão de créditos tributários. Porém, o decreto foi revogado às pressas logo após a divulgação do escândalo.
  • Além disso, uma carta encontrada na casa de Arthur mencionava: “Preciso ter certeza de que o empresário vai pagar o acordo para o governo.” Assim, aumentam as dúvidas sobre o alcance do esquema e os possíveis beneficiários.

Nesse sentido, o conjunto de indícios aponta para falhas graves de fiscalização e, possivelmente, envolvimento de instâncias superiores.

Ameaça à transparência pública

Outro ponto crítico envolve a tentativa do governo de revogar o decreto de Mário Covas (1997), que obriga a divulgação anual do patrimônio de secretários. Caso aprovado, reduzirá a transparência e dificultará o rastreio de enriquecimentos ilícitos. Por outro lado, o aumento patrimonial de integrantes da gestão já chama atenção e exige esclarecimentos imediatos:

  • Secretário da Pessoa com Deficiência: +592%
  • Secretária de Comunicação: +333%
  • Secretário de Segurança Pública: +107%

Portanto, a proposta do governo representa um retrocesso no combate à corrupção e no acesso à informação.

Sociedade exige respostas

Diante da gravidade dos fatos, entidades civis, movimentos sociais e órgãos de fiscalização pedem providências urgentes. Entre as principais demandas estão:

  • Apuração completa do Escândalo Smarttax
  • Devolução dos valores desviados
  • Responsabilização dos envolvidos
  • Manutenção da transparência patrimonial

Por fim, o Escândalo Smarttax evidencia falhas graves na fiscalização e um modelo de gestão que privilegia poucos e prejudica milhões. Assim, a sociedade cobra respostas rápidas e medidas concretas para combater a corrupção e proteger o interesse público.